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Com ter um bom relacionamento com seu veterinário, Parte 1

Mariana Benitez Fini

Mariana Benitez Fini
03/05/14

Oi, pessoas!

Dessa vez o post não é exatamente sobre nossos pets. Hoje o assunto é pra você, proprietário preocupado (às vezes até demais!), que está vivendo a situação desagradável de ter seu pet internado numa clínica/hospital. Na clínica é muito comum nos depararmos com proprietários dos mais variados tipos: desde o despreocupado que traz o animal em último caso e só depois da horário da novela, até o supermega protetor, que vai todo dia visitar seu pet pra ter certeza que ele está feliz e confortável.

Muitas vezes o excesso ou a falta de interesse do proprietário só serve pra aumentar ainda mais o problema o que, pode apostar, dá uma dor de cabeça danaaaaaada pro seu veterinário! Agora, você, proprietário responsável, vai saber tudo que rola por trás das cortinas da clínica e, com algumas dicas básicas, aprender a conviver melhor com o seu pet doente e o seu veterinário!

Vou contar um segredo: a parte mais difícil da medicina veterinária é o relacionamento com os proprietários. Não é assim nada muito raro o recepcionista ver o proprietário na rua e já chamar o veterinário correndo: “Dr.*insira_o_nome_do_ veterinário_ aqui*, o dono do Totó tá vindo” e o veterinário responde “ai meu Deus, dai-me paciência…!” enquanto abre a porta com um sorriso amarelo. Então, amante de pets, é hora de aprender a não ser um proprietário chato, sem porém, cair no risco de se tornar um proprietário desinteressado. Vamos lá!

seu veterinário

 

Marque consulta!

Pensa só: você chega no médico, com aquela dor de barriga…aquele prioride depois da feijoada com Fanta uva. A primeira pergunta da recepcionista é: “marcou hora?!” Sem hora marcada você corre o risco de: 

  1. chegar então encontrar seu veterinário
  2. chegar e encontrar seu veterinário atendendo consultas com hora marcada e ficar um tempão esperando
  3. pagar mais caro, já que consulta sem hora marcada costumam ser mais caras

Marcando hora, seu vet’s tem mais tempo para se preparar para o atendimento, você já chega lá e já é atendido rapidinho evitando estresse pra você, pro seu animal e, claaaro, pro seu veterinário. Óbvio que emergências dispensam este passo.

 

Lembre-se que seu veterinário tem vida!

Eu sei que é difícil de acreditar, mas os veterinários conseguem respirar fora da clínica! Veterinário tem família, às vezes vai no cinema, às vezes faz até feira! Claro que, pra gente, nada é mais importante do que um animal precisando de socorro mas, ser acordado às 4 da manhã porque o cachorro  soltou um pum fedido demais ninguém merece! Esse tópico eu posso explicar com uma piada porca. Acompanhem:

Era uma vez, uma velhinha que criava dois Poodles. Um macho – o Tiquinho – e uma fêmea – a Fifi. Qualquer coisa estranha, D. Zefa já corria e ligava pro veterinário: “Doutooor! O Tiquiho espirrou! Que que eu faço?” “Doutor de Deus! A Fifi fez cocô mole e agora?!” e assim era, até que, numa certa noite, lá pelas 3 da madrugada a velhinha liga desesperada pra casa do veterinário: “Doutor! Me salve! O Tiquinho montou na Fifi e eu nao consigo separar de jeito nenhum! Que que eu faço? A Fifi é pura!”  o veterinário respira fundo e responde: “faz o seguinte, D. Zefa: coloca o telefone do lado deles e eu ligo aí. Eles param na hora.” Aí D. Zefa diz: Mas, doutor, tem certeza? Acho que não vai funcionar. Como um simples telefonema pode acabar com um trepada dessas?! ” e o veterinário responde: “Bom…aqui em casa funcionou…”

Então, antes de chatear seu veterinário durante a madrugada, lembre-se de que ele é um ser humano que também merece descanso. Certifique-se de que é realmente uma emergência que não pode esperar até de manhã ou até segunda-feira.

 

Não “espere pra ver se melhora”

Aqui também dá pra explicar com historinha. Esse caso aconteceu de verdade  com um colega aqui na minha cidade e o diálogo foi exatamente assim:

Domingo, 2 da ‘madruga’, tá lá Dr. Fulano (todos os nomes foram modificados para garantir a privacidade dos indivíduos envolvidos – hah! Sempre quis escrever isso!) dormindo, quando o telefone toca. Do outro lado, um proprietário desesperado chorando: “Dr. Fulano, socorro! Cheguei em casa agora e meu cachorro não tá mais respirando!” O Dr. Fulano pergunta:” Seu cachorro não tá mais respirando?  Como assim?” resposta:”Ô, doutor (chuif), desde a semana passada ele tava meio pra baixo, sabe? Vomitando, comendo pouco… (chuif) Aí fiquei esperando pra ver se melhorava e como não melhorou, ia levar ele na clínica amanhã de manhã (chuif), mas cheguei agora e ele tá duro e não tá respirando mais (chuif). Que que o senhor pode fazer por ele, doutor?” e o Dr. Fulano: “Xô ver se eu entendi: Você chegou em casa, seu cachorro tá duro e não tá mais respirando e você quer saber o que eu posso fazer por ele?!” “É doutor. O que o senhor pode fazer pelo meu Spike?!” e o Dr. Fulano responde: “Agora, só sessão espírita…”

Então, pessoas, pelo amor de seu pet! Não “espere pra ver se ele fica melhor”! Leve na clínica ao primeiro sinal de febre, vômito, apatia, anorexia…! “Epa! Mas peraí! Você não falou que era pra gente ter certeza que era uma emergência antes de correr pro veterinário?!” Não. Eu disse para se certificar que é uma emergência antes de ligar fora do horário do expediente para o seu veterinário! Mas assim que você perceber algo errado com seu pet, marque uma consulta o mais rápido possível! Muitas vezes, quando o proprietário demora muito pra levar o animal para uma consulta, quando ele finalmente é consultado não há mais nada que possamos fazer ou, como no caso do Dr. Fulano, só sessão espirita mesmo, pra ver se ainda dá tempo de se comunicar com a alma do pobre pet.

Continue lendo a segunda parte: Como ter um bom relacionamento com seu veterinário, Parte 2

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