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SAÚDE

Lipoma Canino – Sintomas e Tratamento

Juliana Dias Pereira

Juliana Dias Pereira
16/04/14

Nos últimos anos, os cães passaram de simples animais domésticos utilizados muitas vezes como instrumentos de trabalho nas mais diferentes atribuições, a membros importantes de muitas famílias.

Essa crescente humanização dos cães fez com que, na última década aumentasse a quantidade de atendimentos clínicos e de exames histológicos realizados nessa espécie animal.

Dentre alterações que podem ser encontradas existe o Lipoma Canino que é um tumor benigno formado pelo acúmulo de células de gordura. Eles são geralmente macios, arredondados, não aderidos, localizados em região subcutânea (debaixo da pele) e não causam dores.

Lipoma Canino

Lipoma Canino

Os cães afetados têm em média oito anos de idade e as fêmeas parecem ser mais predispostas. Os lipomas podem acometer qualquer raça, porém o Labrador, Weimaraner, Doberman, Schnauzer, Dachshund, Cocker Spaniel e o Poodle estão sob maior risco.

Alguns pesquisadores sugerem que os lipomas sejam mais comuns em cães obesos, mas os magros também podem apresentar.

Existem os Lipomas Infiltrados que são semelhantes aos lipomas, mas são maiores, mais firmes, pouco delimitados e se caracterizam por invadir o tecido adjacente (tendões, músculos, cápsulas articulares e ossos) e são menos comuns de ocorrerem.

Os locais onde ambos costumam surgir de maior para menos frequência são: tórax, abdômen, membro anterior, membro posterior, pescoço, períneo, cabeça e cauda.

 

SINTOMAS:

Geralmente o que se observa é a presença de um crescimento de uma massa subcutânea, porém o animal não demonstra dor, perda de apetite, alterações de comportamento, a pele e pelos continuam iguais. Normalmente eles não se incomodam com essa massa e continuam com suas atividades normais. Por ocorrer em animais mais velhos, é importante que se faça um check up no médico veterinário, na qual este irá fazer um exame clínico e complementar para verificar se há alguma alteração significativa.

 

DIAGNÓSTICO:

Normalmente feito pela avaliação física do animal e confirmado pelo exame de citologia aspirativa – exame rápido, indolor e de baixo custo. Aqui, procuram-se células de gordura em maior tamanho. Esse exame é conclusivo em mais de 90% das lesões. Se esse exame não fornecer uma evidência concreta de que o caroço é um tumor benigno, o veterinário pode realizar uma biópsia para remover o lipoma.

 

TRATAMENTO:

Se o lipoma for pequeno, e de crescimento lento, recomenda-se que se faça um acompanhamento deste realizando uma citologia aspirativa a cada 6 meses. Se não houver alterações significativas, a remoção cirúrgica não é essencial. Porém, se aumentar muito de tamanho, recomenda-se a cirurgia. Não há como impedir a ocorrência dos lipomas, eles podem ressurgir. Lipomas infiltrativos são tratados agressivamente com cirurgia para remover o tumor, apesar de serem benignos, além de parte do tecido em volta dele. Se o veterinário não puder remover completamente um lipoma infiltrativo, é possível utilizar a radioterapia ou quimioterapia após a cirurgia.

 
Referências bibliográficas:
MEDLEAU, L.; HNILICA, K. Dermatologia de pequenos animais: atlas colorido e guia terapêutico. São Paulo: Roca, 2009.

NELSON, R. W.; COUTO C. G. Manual de medicina interna de pequenos animais. Rio de Janeiro: Elsevier, 2006.

SOUZA, T. M. Estudo retrospectivo de 761 tumores cutâneos em cães. Santa Maria, 2005. Disponível em: <http: http://coral.ufsm.br/lpv/posgrad/dissertacoes/souza2005.pdf> Acessado em abril de 2014.


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